O que devo levar?
Nada é obrigatório: não é preciso levar nada para ser recebido nem para ser atendido, e a gira é gratuita. O que ajuda é uma garrafa de água, porque a noite pode ser longa, e uma roupa em que você fique confortável sentado por um bom tempo.
O que ajuda levar
Uma garrafa de água
A noite pode ser longa.
Roupa clara e confortável
Bem-vinda, não obrigatória. Você vai ficar sentado por um bom tempo.
A noite livre
Programada para encerrar até as 22h; em noites cheias, pode passar um pouco.
Celular no silencioso
Fotos e vídeos, só depois de perguntar à recepção.
Alguém de confiança, se quiser
Ir acompanhado ajuda quem está com receio.
Uma doação, se puder
Sempre bem-vinda, nunca obrigatória. O item que a casa mais precisa ao longo do ano é vela de 7 dias.
O que não é preciso
Agendar ou avisar
É chegar e pegar a senha, a partir das 18h.
Pagar qualquer coisa
Não há ingresso, taxa de senha nem cobrança pelo atendimento.
Ser umbandista
Nem saber cantar os pontos ou conhecer os guias.
Levar oferenda, vela ou qualquer objeto
Nada é pedido para você ser recebido ou atendido.
Roupa branca
É costume, não regra de entrada.
Como me vestir?
Roupa clara ou branca é bem-vinda, mas não é obrigatória: venha como estiver confortável. Na Umbanda é costume usar roupas claras nos dias de gira. Trate isso como costume, não como regra de entrada: ninguém é barrado pela roupa.
Como funciona a senha?
A senha é o que organiza o atendimento. Você pega a sua na recepção, a partir das 18h, por ordem de chegada. A gira começa às 20h e, na hora do atendimento, as senhas são chamadas na sequência: quem chegou antes é atendido antes. Guarde a sua e fique atento à chamada.
Não existe agendamento, reserva nem lista prévia: é chegar e pegar. Por isso, quem quer ser atendido costuma chegar cedo. Na dúvida, a equipe da recepção orienta.
O que acontece durante a gira?
Você vai ouvir pontos cantados e o toque da curimba, ver os médiuns de branco incorporarem seus guias e, quando a sua senha for chamada, ser atendido individualmente por uma entidade. É uma conversa: você pode falar do que trouxe você ali ou só ouvir. Ninguém é obrigado a fazer nada.
Os guias que trabalham na casa são os das linhas de Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças (Erês), Exus e Pombagiras, Boiadeiros, Ciganos, Malandros e da Linha do Oriente. A página da gira explica o que acontece, passo a passo.
Quanto tempo dura?
A gira começa às 20h e é programada para encerrar até as 22h. Em noites mais movimentadas, o atendimento pode passar um pouco desse horário, mas dificilmente vai além das 23h. Se você tem compromisso cedo no dia seguinte, dá para contar com essa janela. Se precisar sair antes do encerramento, saia com discrição e, na dúvida sobre o melhor momento, pergunte a alguém da casa.
Posso ir acompanhado? Posso levar criança?
Sim, nos dois casos. Ir com alguém de confiança ajuda quem está com receio. Crianças são bem-vindas com um responsável; só lembre que a gira é à noite, costuma ir até as 22h e pede silêncio durante os trabalhos.
Preciso pagar alguma coisa?
Não. A gira e o atendimento pelos guias não têm cobrança: nem ingresso, nem taxa de senha, nem pagamento pelo atendimento. A consulta oracular com búzios ou Opele é outra coisa: particular, com hora marcada pelo WhatsApp.
Preciso ser umbandista?
Não. A gira é aberta a pessoas de qualquer religião ou sem religião. Você não precisa saber cantar os pontos, conhecer os guias nem fazer nada além de chegar, pegar a sua senha e esperar a sua vez. Ninguém pede que você se converta a nada.
E se eu sentir algo estranho ou uma emoção forte?
Pode acontecer: choro, arrepio, uma emoção que chega sem aviso. É comum. Se precisar, peça ajuda a alguém da casa: as pessoas de branco são os médiuns e a equipe do templo. Se preferir se afastar por um momento, pode.
Qual a diferença entre a gira e a consulta com búzios?
São duas portas. A gira é o culto público da Umbanda: gratuita, toda quarta, sem agendamento, com atendimento pelos guias por ordem de senha. A consulta oracular, com búzios ou Opele, é particular: uma conversa reservada, com hora marcada pelo WhatsApp, conduzida por Flávia Amorim (Yanifá) ou Bruno Amorim. Uma coisa não leva à outra, e ninguém precisa da consulta para ser atendido na gira.